L'Oréal é mais confiável que o governo francês? Venda de títulos franceses gera inversão incomum, com quase 40% dos títulos corporativos de alto rating rendendo menos que a dívida soberana
Sob a venda de títulos públicos franceses, o rendimento de 215 bilhões de euros em títulos corporativos ficou abaixo dos títulos públicos, com o volume aumentando 18 vezes ao longo do ano. Os investidores estão migrando para títulos corporativos de alta qualidade como forma de proteção.
A plataforma Zhihui Finance APP observou que, após uma intensa venda de títulos do governo, atualmente cerca de 215 bilhões de euros (aproximadamente 241 bilhões de dólares) em títulos corporativos franceses estão sendo negociados a preços inferiores aos títulos do governo com o mesmo prazo, sendo assim considerados mais seguros do que os títulos soberanos. Esse volume cresceu quase 18 vezes em relação ao início de 2026.
De acordo com dados compilados, cerca de 38% dos títulos de empresas francesas de alta qualidade apresentam atualmente rendimentos inferiores aos títulos do governo de prazo equivalente. No início deste ano, o valor era de apenas 12 bilhões de euros.
Esse fenômeno que rompe a hierarquia tradicional do mercado não é completamente novo, mas está se intensificando rapidamente na França. As preocupações do mercado concentram-se em metas de déficit não atingidas, impasses em torno do novo orçamento e as próximas eleições presidenciais, que podem levar a França para um rumo totalmente diferente.
Com a confiança nos títulos do governo sendo corroída, títulos corporativos — especialmente de empresas com grande presença internacional como L'Oréal e a gigante de petróleo e gás TotalEnergies — tornaram-se atualmente um dos refúgios mais seguros.

Na França, a dívida corporativa está se tornando cada vez mais um ativo de segurança
Elisa Belgacem, estrategista sênior de crédito da Generali Investments, declarou: “A narrativa soberana da França e a narrativa de crédito corporativo estão cada vez mais dissociadas.” Empresas e bancos “continuam a desfrutar de forte demanda dos investidores, evidenciando a confiança do mercado nos fundamentos dos emissores e a atratividade da rentabilidade total”.
O mais recente exemplo disso é o grupo Air Liquide, sediado em Paris. Esta fabricante de gases industriais emitiu, na terça-feira, títulos no valor de 2 bilhões de euros, atraindo cerca de 12,5 bilhões de euros em subscrições de investidores, sendo que os rendimentos de ambas as tranches de taxa fixa ficaram abaixo dos títulos do governo francês.
Para Edward Farley, responsável por títulos corporativos de grau de investimento europeu na PGIM, o fator-chave está na origem das receitas das empresas. No caso de L'Oréal e LVMH, “exceto pelo fato de estarem registradas na França, o elemento francês tem pouco impacto sobre elas”, afirmou.
No entanto, Farley é mais cauteloso em relação aos bancos franceses, devido à associação mais direta com o mercado de títulos do governo. Seja por meio da posse direta de dívida soberana ou do impacto indireto de políticas econômicas através de empréstimos, os bancos estão intimamente ligados ao risco do país. O custo do seguro contra inadimplência dos títulos bancários franceses já disparou acima do nível de outros bancos europeus.
Casos extremos
Apesar de a França ser um caso extremo de inversão entre rendimentos de títulos corporativos e do governo, esse movimento já vinha sendo observado há algum tempo em economias desenvolvidas.
Tradicionalmente, a dívida soberana serve como referência de segurança no mercado de obrigações, pois o governo pode aumentar impostos em caso de necessidade de financiamento. Contudo, com déficits crescentes e a dificuldade dos políticos de contê-los, empresas com balanços sólidos e disciplina financeira tornaram-se uma escolha mais confiável.
No ano passado, a Microsoft chegou a ver o custo de negociação de seus títulos momentaneamente ficar abaixo do dos títulos do governo dos EUA, devido à preocupação do mercado de que os cortes de impostos nos EUA pressionariam o orçamento. Antes disso, durante a crise da dívida soberana da zona do euro, alguns títulos corporativos espanhóis e italianos chegaram a ficar mais baratos do que seus respectivos títulos soberanos. Esse é um cenário mais comum para investidores de mercados emergentes.
Na França, desde meados de 2024, quando Macron anunciou eleições antecipadas após uma dura derrota nas eleições para o Parlamento Europeu, a incerteza política tem sido um tema constante no mercado de títulos. Ao final do ano, os rendimentos de alguns títulos corporativos já haviam começado a ficar abaixo dos títulos do governo francês (OAT).
No entanto, agora esse fenômeno está muito mais disseminado, e a inversão dos títulos corporativos pode continuar a se expandir. Faltam pouco mais de seis meses para as eleições francesas, e a venda de títulos públicos já começa a afetar outros mercados.
Melissa McCallum, estrategista de crédito do Barclays, afirmou que a típica situação em que a curva de rendimentos dos títulos domésticos serve de piso para o mercado de crédito “pode deixar de funcionar em períodos de estresse soberano”.
“No entanto, é importante observar que não apenas os títulos de crédito de alta qualidade ficaram abaixo da curva OAT — muitos títulos com classificação BBB também viram seu spread se reduzir além dela”, disse.
Aviso Legal: o conteúdo deste artigo reflete exclusivamente a opinião do autor e não representa a plataforma. Este artigo não deve servir como referência para a tomada de decisões de investimento.
Talvez também goste
Análise de tendências do mercado: Microsoft deve continuar em alta
Christopher Romano, Reuters, 8 de outubro – Desde que a gigante de software divulgou previsões otimistas de resultados em julho (link), as ações da Microsoft vêm subindo rapidamente, e a análise técnica indica que esse movimento de alta pode ter ainda mais espaço para continuar. Clique aqui para consultar gráficos técnicos detalhados. (link) A análise técnica usa históricos de preços nos gráficos para ajudar a prever os próximos movimentos do mercado. O gráfico semanal da Microsoft mostra que o papel está voltando a se aproximar do recorde histórico atingido em 2025. Esse topo está apenas cerca de 5% acima do preço atual, e uma possível quebra desse patamar pode desencadear uma nova onda de alta. Quando uma ação, como a Microsoft, sobe rapidamente — já acumulando mais de 50% desde o ponto mais baixo em junho — normalmente há um momento de pausa. Investidores que compraram cedo realizam lucros, enquanto novos entrantes começam a montar posições para a próxima valorização. Foi exatamente isso que aconteceu entre o começo de agosto e o final de setembro, com o papel negociando em uma faixa estreita de consolidação. Analistas de gráficos chamam esse momento de “consolidação”, considerando-o um indicador saudável, comparável a um corredor ajustando a respiração antes de um novo sprint. Nesta semana, as ações da Microsoft romperam esse intervalo de consolidação, indicando o início de uma nova fase de valorização. Nesse momento, analistas usam ferramentas que medem volatilidade e momentum para avaliar se esse movimento pode se sustentar. Uma dessas ferramentas é o Bollinger Band, formada por duas linhas traçadas acima e abaixo da média móvel dos preços. Com o aumento da volatilidade, essas bandas se afastam, sinalizando um novo impulso. Atualmente, o Bollinger Band de 20 semanas da Microsoft está mostrando esse comportamento. Outro indicador, chamado MACD (Moving Average Convergence Divergence), compara médias móveis de diferentes períodos para identificar se a pressão compradora está aumentando ou diminuindo. Esse indicador também está em tendência de alta, sinalizando que a Microsoft tem força para continuar subindo. Segundo dados da LSEG (London Stock Exchange Group), a Microsoft fechou na quarta-feira a US$529,76. Para estimar o potencial de alta, analistas costumam projetar o movimento de valorização recente antes da consolidação para cima, indicando um possível alvo entre US$700 e US$750, desde que as ações sejam capazes de romper o recorde histórico em US$555,45. Máximas anteriores, especialmente os recordes históricos, podem desacelerar ou barrar a alta, já que alguns investidores podem optar por vender nesse ponto. Romper esses obstáculos geralmente traz um avanço ainda mais acelerado. Entretanto, devido ao aumento dos preços do petróleo e dos rendimentos dos títulos, o mercado de ações tem apresentado maior volatilidade recentemente. Se o preço da Microsoft cair abaixo da faixa de US$465 a US$480, isso indicaria o fim desta onda de valorização. A Microsoft ainda não respondeu imediatamente ao pedido de comentário por e-mail. Gráfico demonstra: - As ações da Microsoft tiveram forte recuperação desde o ponto mais baixo em junho - Se romper o topo histórico de US$555,45, o alvo pode estar entre US$700 e US$750 - Se cair abaixo da região de US$465 a US$480, a valorização pode estar concluída ("Market Charts" é uma coluna diária escrita por repórteres da Reuters. O comentário é baseado na análise técnica de gráficos financeiros e auxilia na avaliação de possíveis movimentos futuros de preços, mas não garante resultados. Esta coluna não constitui conselho de investimento ou de negociação.) (Para conveniência de leitores que não têm o inglês como idioma principal, a Reuters disponibiliza traduções automáticas de algumas reportagens para outras línguas. Como traduções automáticas podem conter erros ou podem não incluir o contexto necessário, a Reuters não garante a precisão do texto traduzido automaticamente e disponibiliza esse recurso somente para facilitar o acesso. A Reuters não se responsabiliza por eventuais danos ou prejuízos causados pelo uso do recurso de tradução automática.)

BUZZ-Comentário — Outubro pode ser o mês em que o euro rompe a faixa de negociação
A Reuters report on October 8 highlights that two bearish signals are forming on the monthly chart of the euro against the dollar (EUR/USD), which could be confirmed by the closing price at the end of October: first, the breakdown of the lower boundary of a range that has lasted for over a year; second, the closing price falling below the 100-month moving average. After rising from 1.0125 to 1.1830 between February 2025 and July 2025, EUR/USD consolidated sideways in the 1.1325 to 1.2084 range. Based on closing prices, the 200-month moving average (currently at 1.1825) has provided most of the resistance at the upper end of the range, while the 100-month moving average (currently at 1.1194) offers support. Throughout August, the currency pair dropped from levels just above 1.1700 to October’s low at 1.1161, hovering near a 17-month low, dragged down by fiscal concerns. Main drivers include increasing fiscal and political risks in the eurozone, rising global bond yields, and a strong dollar supported by high energy prices and hawkish expectations for the Federal Reserve. This month has only just begun and the trend is unclear: the spot price is almost exactly on the 100-month moving average. If the monthly closing price falls below 1.1325, it will confirm a breakout from the range; if it falls below 1.1194, it will confirm the second signal. If both occur simultaneously, deeper support levels may be tested before the end of the year. Key levels: Fibonacci retracement levels from the 1.0125 to 1.2084 rise — the 38.2% retracement level is at 1.1336, coinciding with the bottom of the range and strengthening its resistance to any rebound. The 50% retracement level is at 1.1105, marking the first downside target. The upper edge of the monthly Ichimoku Cloud is at 1.0938, between the 50% and 61.8% levels; the 61.8% retracement level is at 1.0873, representing a deeper target. Momentum indicators: The monthly RSI is in a downtrend, and the 14-month momentum indicator reads negative, both supporting a bearish outlook. Invalidation condition: If the exchange rate rebounds and the monthly closing price rises above 1.1325, the signals described above become invalid, and the currency pair returns to a sideways range. For more information, click FXBUZ EUR/USD Monthly Chart: https://fingfx.thomsonreuters.com/gfx/buzz/zdvxeqlxzpx/Pasted%20image%201791448056243.png (For the convenience of non-English speaking users, Reuters automates the translation of its reports into several other languages. Due to possible errors in automated translation or missing context, Reuters does not guarantee translation accuracy and provides automated translations solely for reader convenience. Reuters assumes no liability for any damages or losses caused by the use of automated translation functions.)
Citi: Lucro operacional da Samsung no terceiro trimestre supera expectativas, recuperação do setor de semicondutores é forte
O lucro operacional preliminar da Samsung Electronics no terceiro trimestre atingiu 10,74 trilhões de won, um aumento de 20% em relação ao trimestre anterior e um aumento impressionante de 782% em relação ao ano passado. Segundo a Citi, o principal motor da explosão dos resultados foi a forte recuperação dos negócios de semicondutores, que conseguiu compensar os efeitos negativos do câmbio, dos pagamentos de bônus e das perdas no setor de dispositivos móveis. Com o aumento da produção do HBM4 e uma elevação significativa do ASP, a Citi está otimista com a flexibilidade lucrativa da empresa em 2027 e mantém a recomendação de compra.
