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Relatos: Conflito entre EUA e Irã atrapalha o ritmo de aumento de produção da OPEC+, revisão de capacidade é adiada para meados de novembro

Relatos: Conflito entre EUA e Irã atrapalha o ritmo de aumento de produção da OPEC+, revisão de capacidade é adiada para meados de novembro

华尔街见闻华尔街见闻2026/10/02 16:36
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De acordo com reportagens da mídia, a revisão da capacidade de produção da OPEC+ está atrasada. O prazo, originalmente previsto para o fim de setembro de 2026, foi adiado para meados de novembro. Em teoria, isso ainda permite que a OPEC+ discuta os resultados relacionados na reunião plenária prevista para o final de novembro. Os resultados da avaliação independente de capacidade influenciarão diretamente as cotas de produção permitidas para cada país-membro. Já surgiram divergências claras sobre as cotas entre alguns países, colocando a estabilidade da aliança sob pressão.

A análise de capacidade da OPEC+ foi atrasada, porque a guerra entre EUA e Israel contra o Irã desestabilizou o andamento de vários projetos de expansão de produção no Oriente Médio, tornando incerta a estimativa do potencial de produção futura dos membros do grupo. Esse atraso impactará diretamente o processo de definição das cotas de produção de petróleo da aliança para 2027.

Segundo a Reuters, citando duas fontes familiarizadas com o assunto, o prazo para conclusão da análise de capacidade foi adiado do final de setembro de 2026 para meados de novembro.

Ao mesmo tempo, a consultoria americana DeGolyer and MacNaughton, responsável pela avaliação de capacidade para os membros da OPEC+ (exceto Rússia, Irã e Venezuela), deverá entregar o relatório apenas em meados de novembro. Essa data, em teoria, ainda permite que a OPEC+ discuta os resultados na reunião plenária marcada para o fim de novembro.

O atraso torna ainda mais complexa a já sensível negociação de cotas dentro da OPEC+. O resultado independente da avaliação de capacidade afetará diretamente o teto de produção aprovado para cada país, e alguns membros já apresentam divergências sobre o tema, pressionando a estabilidade da aliança.

Na sexta-feira, o G7 decidiu liberar 100 milhões de barris de reservas emergenciais de petróleo, priorizando o diesel nos primeiros 20 dias. O preço do petróleo dos EUA chegou a cair mais de 5%, mas depois se recuperou parcialmente, marcando queda de 3,33% até o fechamento desta matéria.

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Guerra atrapalha expansão, lacunas nos dados de capacidade

O conflito no Oriente Médio já provocou atrasos em projetos de aumento de capacidade em alguns países da OPEC+, dificultando avaliações precisas do potencial real de produção desses membros. Além disso, nem todos os países já enviaram os dados necessários para a análise.

A OPEC+ iniciou esse processo de avaliação ainda no final de 2025, exigindo um levantamento de capacidade de todos os membros como base para definir o referencial de produção de 2027.

A aliança reiterou na reunião plenária de junho deste ano a importância de concluir a avaliação da Capacidade Máxima Sustentável (MSC), deixando claro que ela servirá como base para as cotas de 2027.

O vice-primeiro-ministro russo, Alexander Novak, afirmou na sexta-feira à agência estatal TASS que os países da OPEC+ seguem avaliando seus limites máximos de produção, mas não comentou sobre o atraso no processo.

Resultados da avaliação impactam diretamente as cotas

O objetivo central dessa análise é fornecer uma avaliação independente e atualizada da capacidade de produção sustentável de cada membro, dado fundamental em todas as negociações de metas de produção. Se os planos de expansão forem comprometidos por conflitos, a estimativa de capacidade desses países será revista, o que pode impactar as cotas futuras.

O impacto da avaliação de capacidade nos interesses dos membros é direto e relevante: países avaliados com menor capacidade podem ter suas cotas reduzidas, enquanto produtores que ampliaram a capacidade vão buscar maior participação na produção.

Essa lógica já foi comprovada recentemente: os Emirados Árabes Unidos, que buscavam há tempos ampliar sua cota sob justificativa de aumento de capacidade, deixaram a OPEC+ em maio deste ano após não terem suas demandas plenamente atendidas.

Segundo reportagens anteriores, o Iraque também busca cota maior e chegou a considerar sair da OPEC. O atual atraso e a incerteza na análise de capacidade aumentam essa tensão, impondo novo desafio à coesão interna da OPEC+.

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