Mídia estrangeira: Saylor afirma que o bitcoin continua subvalorizado abaixo de US$100 mil
Após a queda do Bitcoin a partir de sua máxima, surgiram divergências no mercado sobre se níveis abaixo de 100 mil dólares são atrativos. De acordo com a mídia internacional, o fundador da Strategy, Michael Saylor, defendeu recentemente mais uma vez as perspectivas de longo prazo do Bitcoin, argumentando que a queda atual não é significativa dentro do contexto dos ciclos históricos. No entanto, críticos apontam que tal avaliação está diretamente relacionada à grande posição de sua empresa.
Saylor foca no ciclo de longo prazo
Saylor não direcionou o debate para o preço de curto prazo, enfatizando, ao contrário, períodos de observação de quatro ou até dez anos. Ele afirmou que, desde que iniciou a compra de Bitcoin em agosto de 2020, o mercado já sofreu várias correções bruscas, e que a queda atual não é extrema se comparada à desvalorização de cerca de 75% entre 2021 e 2022.
Segundo ele, o valor do Bitcoin não deve ser avaliado apenas pelas flutuações diárias, e sim com foco nas médias de longo prazo e nas mudanças de tendência em horizontes temporais mais extensos.
A participação institucional é o cerne do argumento
Saylor considera que as condições fundamentais que sustentam o Bitcoin são diferentes das de dois anos atrás. Segundo o artigo, ele cita como principais fatores a mudança de postura política nos Estados Unidos, o aumento da participação dos bancos e a expansão dos ETFs de Bitcoin.
- Ele afirma que a Casa Branca dos EUA, o Federal Reserve, a SEC e a CFTC já manifestaram apoio ao Bitcoin
- Diz que cerca de 75% dos grandes bancos já apoiam o Bitcoin de alguma maneira
- Os cerca de 100 ETFs de Bitcoin detêm, juntos, mais de 100 bilhões de dólares em ativos
Ele também reiterou a posição da rede Bitcoin, destacando que, ainda que seu código tenha sido amplamente copiado, o próprio Bitcoin manteve um histórico de segurança ao longo do tempo, diferenciando-se assim de outros ativos cripto.
Comparando Bitcoin com Amazon e Apple
O artigo informa que Saylor não comparou o Bitcoin ao ouro nem a outros tokens, mas fez uma analogia ao estágio inicial de Amazon e Apple. Sua principal tese é que redes disruptivas costumam não ser aceitas pelo capital tradicional em seus primeiros estágios, e que só após mudanças na escala de adoção e na alocação de capital o mercado faz uma reprecificação.
Ele também mencionou que Warren Buffett investiu fortemente na Apple em um momento posterior, ilustrando que o capital tradicional tende a demorar a aceitar novas tecnologias e que o Bitcoin pode vivenciar um momento parecido no futuro.
Fatores potenciais destacados por Saylor
Sobre quando o mercado poderia melhorar, Saylor não fez previsões sobre o fundo, mas listou alguns fatores que podem estimular uma retomada do apetite ao risco.
- Alívio nas tensões geopolíticas, reduzindo a pressão no mercado
- Mudança de um ambiente monetário restritivo para um mais flexível
- Redistribuição dos grandes volumes de capital atualmente destinados à IA para outros ativos
De acordo com Saylor, mudanças nessas condições podem levar parte do capital de volta ao Bitcoin.
O artigo salienta ainda que esta não é uma análise neutra. A Strategy mantém uma grande posição em Bitcoin, e as declarações públicas anteriores de Saylor já influenciaram o sentimento do mercado, o que confere um viés natural ao seu posicionamento.
Os críticos argumentam que traçar um paralelo direto entre o caminho do Bitcoin e o histórico da Amazon ou Apple envolve viés de seleção e não há garantia de que ativos diferentes irão replicar resultados iguais. No entanto, o artigo observa que indicadores como expansão da infraestrutura institucional ou enfraquecimento contínuo do sentimento dos investidores de varejo permanecem como pontos a serem acompanhados.
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