Trackers de queima estão sinalizando dezenas de milhões de SHIB eliminados de uma só vez, mesmo com o token iniciando o mês sob pressão.
Ao mesmo tempo, dados on-chain mostram carteiras maiores entrando durante o período de fraqueza — uma combinação clássica que faz traders acompanharem de perto em busca da próxima virada no momentum.
Um tracker de queima amplamente seguido registrou mais de 83 milhões de SHIB destruídos em uma janela recente, enquanto o total de julho superou 3,2 bilhões de tokens.
Diferentes períodos, a mesma mensagem: a campanha de queima voltou a ficar ativa após um período mais calmo.
Queimas retornam, mas o preço do SHIB ainda precisa acompanhar
As queimas de tokens têm como objetivo reduzir o fornecimento ao longo do tempo, porém o impacto real no mercado permanece mais psicológico, a menos que o ritmo se torne grande e sustentado o suficiente para realmente importar diante do enorme fornecimento circulante do SHIB.
Mesmo bilhões queimados em um mês mal alteram o percentual, e é por isso que traders continuam buscando confirmação no volume, rompimentos de tendência e apetite de risco mais amplo.
Ainda assim, o retorno das conversas sobre queima ocorre junto com sinais claros de acumulação. Observadores do mercado que rastreiam carteiras de baleias e fluxos nas exchanges dizem que grandes detentores vêm comprando na baixa — o tipo de posicionamento silencioso que pode anteceder movimentos bruscos em qualquer direção, dependendo se a demanda permanece após o primeiro impulso.
Análise técnica e sentimento trazem a velha dúvida de sempre
Alguns analistas de gráfico argumentam que o SHIB vem operando abaixo de uma linha de resistência descendente de longo prazo desde o pós-topo de 2021, e que o token está tentando construir uma base mais sólida.
Já os céticos apontam que o SHIB já apresentou formações semelhantes antes, apenas para travar quando a liquidez do mercado diminui ou as rotações de meme-coins esfriam.
No universo mais amplo das meme-coins, o debate de sempre está esquentando de novo: se nomes já estabelecidos, como SHIB, retomam tração, todo o setor costuma acompanhar. Por outro lado, a busca incessante pelo “próximo grande meme” normalmente drena liquidez dos projetos mais consolidados.
O verdadeiro sinal não é apenas a manchete de queima. É se a combinação de queimas aceleradas e compras de baleias realmente se traduzirá em demanda sustentável e em um rompimento técnico claro.

